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Última Paragem

O blog do bicho do mato

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Última Paragem

21
Fev24

Um avôzinho que não queria ter

Maria J. Lourinho

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Gaza e Afeganistãoafeganistão.jpg2.jpg

Com o seu arzinho frágil, mas simultaneamente ridículo quando ensaia uma corridinha para mostrar que é novo, o presidente Biden não passa de um político belicoso e desumano.

Começa o mandato com uma saída vergonhosa do Afeganistão, quando deixa para trás, depois de o levar para uma guerra que não conseguiu ganhar, um país que quase o não é, com milhões sem condições de sobrevivência e uma sítuação inenarável para as mulheres.

Continua com a guerra na Ucrânia, onde nunca deu alento às iniciais conversações de paz. Ao contrário, prometeu tudo e mais um par de botas a Zelensky, inclusivé a glória eterna, como se tudo, sempre, dependesse da sua exclusiva vontade. Como já todos sabíamos, o próprio incluído, não depende.

Finalmente, é incapaz de subscrever, sequer, um cessar-fogo mínimo e temporário em Gaza que pare o massacre bestial do povo palestiniano.

Acredito que Trump ganhará as próximas eleições nos EUA e que o mundo ficará ainda mais perigoso, mas a alternativa Biden tem sido uma profunda decepção. É um falcão disfarçado, perdedor óbvio que, no seu mandato, não trouxe nem um minuto de esperança, futuro ou paz para a humanidade.

Pior é sempre possível? É, claro que sim, mas um futuro de furacões não alivia um presente de fogo posto que se deixa arder.

24
Jan24

A História nunca acaba

Maria J. Lourinho

Isabel Lucas: "Nunca é dito, mas é claro que estamos em vésperas das eleições de 2016 que elegeram Donald Trump. Finn faz parte de uma geração frustrada, a lidar com um sentimento de fracasso e, ao mesmo tempo, uma espécie de impotência..."

Lorrie Moore: 
"O que eu queria dizer é que quando um país passa por uma guerra civil, ela nunca acaba. O fenómeno Trump continua a ser uma espécie de guerra civil. Há uma parte deste país, há uma parte da Confederação, da Guerra Civil do século XIX, que nunca desistiu e que controlou a narrativa durante muito tempo, apresentou a sua causa como nobre e construiu estátuas, que só agora começam a vir abaixo, dos heróis confederados do século XIX. São todas de supremacistas brancos. Essa parte da história americana começou agora a ser reexaminada e vemos Trump como parte de uma espécie de ressurgimento da Confederação ou de uma Confederação que esteve sempre viva no nosso país. As guerras civis não resolvem exactamente coisas, fazem o melhor por resolver, mas muita energia flui, subterrânea. O livro está a olhar para uma série de coisas que não morrem."

Pequeno excerto de uma entrevista que a escritora Lorrie Moore, americana, deu à jornalista Isabel Lucas para o jornal Público, a propósito do lançamento em Portugal do seu livro "Não Tenho Casa se Esta Não For a Minha Casa". Ajuda a perceber.

NÃO HÁ DEMOCRACIA SEM JORNAIS E JORNALISTAS.

E ELES VIVEM EM PERIGO DE MORTE.

O QUE PODEMOS FAZER É

ASSINAR UM JORNAL, QUALQUER UM!

12
Jun23

Classificados mas pouco

Maria J. Lourinho

352439368_2405042816336646_6355707010808101750_n.jO país tem andado com a cabeça em água por via dos documentos classificados no computador do tal Frederico.

E é SIS para cá e SIS para lá, pedidos de demissão de tudo quanto mexe, porque são segredos de Estado, segredos secretíssimos, e mais isto e mais aquilo.

Somos uns exagerados, claro.

Ora veja-se como, nos Estados Unidos, Trump resolveu o problema dos segredos de Estado: quando foi obrigado a sair da Casa Branca, pegou em todas as caixas dos segredos (e de todos os segredos, mesmo os nucleare) e levou-as com ele para uma casa de banho lá da sua casa de Mar-a-Lago (com lustre, pingentes e tudo).

Creio que ele pensou: ficam bem aqui, e quando eu voltar em 2024, levo as caixas outra vez.

Simples e pragmático. Aqui é que temos a mania de complicar e burocratizar tudo.

A chamar o SIS, meia dúzia de piquetes da políticia, judiciária e sei lá o que mais. Não havia uma casa de banho lá no ministério para guardar o computador do Frederico? Mesmo sem lustre?!

PS: a foto roubei-a no Instagram a Pete Souza, fotógrafo oficial da Casa Branca no tempo de Obama.

09
Nov22

Teimosos

Maria J. Lourinho

Na aldeia do meu pai, havia um homem extraordinariamente teimoso. 

Um dia, ao balcão da taberna, face a uma situação demasiado óbvia mas que ele insistia em contrariar, o companheiro de copos disse-lhe:

Ó homem, mas tu não vês?

Resposta: Eu não vejo, mas mesmo que visse, não era.  

Assim está metade da América, ou seja, os apoiantes de Trump: por mais que lhes mostrem que se trata de "um homem sem qualidades", eles não vêem, mas mesmo que vissem... não era.

Porém, o amanhecer hoje não foi tão mau como eu estava à espera. 

 

07
Jan21

Stacey

Maria J. Lourinho

Stacey Abrams.jpg

Stacey Yvonne Abrams é uma escritora, política, advogada e ativista de 47 anos.

Passou uma década a construir uma infraestrutura política democrata no estado da Georgia, primeiro com o seu New Georgia Project e agora com a Fair Fight, a organização de direitos e incitamento ao voto que fundou após perder a campanha para governador em 2018.

Fazendo incansável trabalho porta à porta, o resultado aí está. Retirou o estado da Georgia a Trump e ainda dois senadores

O empenho cívico é uma das melhores partes dos humanos.

 

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