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Última Paragem

O blog do bicho do mato

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Última Paragem

26
Mar24

Deve ser uma felicidade ser assim

Maria J. Lourinho

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Assim como?

Ora, como o Francisco Assis, aquele Ser cheio de si, ao contrário do santo que lhe deu o nome, um homem do tudo ou nada, para quem o tudo talvez ainda seja pouco. Eu logo estranhei que o homem mais de direita do PS fosse apoiar o mais de esquerda. Afinal havia um objectivo (se presidente da AR), e um percurso a fazer mesmo  que tivesse de ser feito de burro e com o nariz tapado. Deus castiga, dizem.

O que li:

"Assis rejeita vice-presidência da AR.
Francisco Assis, que liderou a lista socialista pelo Porto e contava poder chegar a presidente do Parlamento em caso de vitória do PS, comunicou a Pedro Nuno Santos que não pretende ser candidato a vice-presidente da AR nem está disponível para outros cargos como líder da bancada ou até presidente de uma comissão parlamentar. O que criou um problema ao PS sobre quem indicar para a vice-presidência."

Público, 26 Março 2024

15
Jan24

Análise muito de trazer por casa

Maria J. Lourinho

eleicoes_1.jpg

Olhando a campanha eleitoral, já em curso, para as eleições de 10 de Março, e como criatura que gosta de política desde que se conhece, não consigo encontrar lógica nas posições do PCP e do Bloco, mas sobretudo do primeiro.

O povo de esquerda, duma maneira geral, gostou de geringonça, mas estes dois partidos estão convencidos que foi ela a sua desgraça. Não foi! Foi o medo do Chega que levou tanta gente a votar PS mesmo que a contragosto.

E agora talvez se repita o mesmo cenário. Com as sondagens a apontarem ganhos exponenciais do Chega, o que fazem os partidos à esquerda do PS?

Bom, o PCP jura que geringonça nunca mais, e o Bloco diz que é preciso uma maioria com um “programa para Portugal” e um Governo que dê “certeza de o aplicar”.

“Um programa para Portugal”, temo que, como habitualmente, o Bloco pense que é o seu, e só o seu. E se não for, terá um bom argumento para dizer que, "em consciência", não pode ajudar. (Cheira-me a jogo de toca e foge).

O que diz Pedro Nuno Santos? Não jura nada, mas afirma que a geringonça foi boa e parece disposto a repetir a experiência se necessário.

Posto perante este quadro, o que fará o tal povo de esquerda?

Vota PS, claro, não por amor ou convicção, mas para esconjurar o medo e para alimentar a esperança.

Eu?

Voto LIVRE!

Está dito e não conto repetir. Ou talvez repita, sei lá.

Boa semana.

13
Nov23

Crises

Maria J. Lourinho

 

Costa.jpg

Este é o país do segredo, do pequeno poder, do jeitinho, das leis propositadamente confusas.

Este é o país do Ministério Público poderoso mas mal preparado, que escuta até a nossa respiração, prende sem provas (só com escutas) e assume-se, na prática, como um estado dentro do Estado.

O governo caiu. Oxalá o MP tenha razão.

Os meios de comunicação social parecem ter decidido não esmiuçar o caso das gémeas brasileiras a quem pagámos um tratamento de quatro milhões de euros e que, à primeira vista, parece ter tido o patrocínio do Presidente da República ou de alguém próximo dele.

Fazem bem em varrer mais esse lixo para debaixo do tapete.

O país não aguentaria mais uma crise institucional.

A democracia não aguentaria, neste momento, uma tal crise de regime.

 

 

 

 

 

 

25
Set23

Frases suicidas

Maria J. Lourinho

Ontem, na Madeira, Luís Montenegro disse: " “Não vamos governar nem a Madeira nem o país com o apoio do Chega.” Porque não precisamos, acrescentou.

Depreende-se que, se não vão aliar-se ao Chega não é porque um partido como o PSD não faz alianças com a extrema-direita, é apenas porque, de momento, não precisa.

Fica o aviso para quem o quiser ouvir.

19
Jun23

Santos e pecadores

Maria J. Lourinho

"Em 31 de maio, António Costa, que viajava num Falcon 50 da Força Aérea, fez uma escala em Budapeste quando seguia a caminho da Moldova para a cimeira da Comunidade Política Europeia, sem que a paragem constasse da sua agenda pública, segundo noticiou o Observador.

De acordo com o mesmo jornal, o chefe do Governo português assistiu ao jogo da final da Liga Europa de futebol entre o Sevilha e a Roma, equipa italiana orientada por José Mourinho, ao lado do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán. A paragem na Hungria foi criticada pela oposição, que reclama esclarecimentos de António Costa."

Expresso 18/6/2023

De tanto querermos políticos santos, vamos acabar governados por demónios, digo eu.

22
Fev23

Assim gosto

Maria J. Lourinho

Captura de ecrã_.jpg

António Lacerda Sales, médico ortopedista, foi Secretário de Estado da Saúde durante toda a pandemia. 

"Aguentou-se à bronca" sempre calmo e sensato, mas não deve ter sido fácil porque, além do momento sanitariamente complexo, ainda tinha no caminho a dupla Temido e Freitas.

Vi-o agora partir numa missão humanitária para São Tomé e Príncipe, para operar e levar outras ajudas.

É sempre com grande admiração (talvez por ser tão raro), que vejo alguém que teve funções políticas importantes, voltar à sua vida profissional tão distante da política partidária (porque política é tudo na vida).

Estamos muito habituados à porta giratória entre política, empresas, e escritórios de advogados.

Não estamos nada habituados a missões humanitárias. Daí o meu agrado e respeito para com Lacerda Sales.

19
Jan23

Jacinda e a minha fé na política

Maria J. Lourinho

Jacinda Ardern renuncia ao cargo de primeira-ministra da Nova Zelândia

Uma enormíssima mulher e política, que me dava ainda um pouco de fé na classe em termos mundiais. No combate à pandemia, com imigrantes e no massacre realizado por um louco, ela foi exemplar. Na hora de sair, continua exemplar, porque faz o que deve ser feito, mas poucos, ou nenhuns, têm a lucidez e a honestida pessoal para o fazerem. Sai porque quer, ninguém a empurra. Sai porque acha que tem de sair. Seis anos é muito tempo

Excerto da notícia do Público:

Ardern assegurou que por trás da sua decisão não existe “nenhum escândalo desconhecido”. “Sou humana. Damos tudo o que podemos pelo tempo que podemos e então chega o momento. E para mim, é o momento”, disse.

...

"Quero agradecer aos neozelandeses por me darem esta oportunidade de servir e de viver aquele que será para sempre o melhor papel da minha vida. Espero que, em troca, eu tenha deixado a convicção de que se pode ser gentil, mas forte. Empático, mas decisivo. Optimista, mas focado. Que podemos ser o nosso próprio tipo de líder — um que sabe qual é o melhor momento para sair", conclui.

 

Isto é tão extraordinário...

 

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