Perguntas sentidas

Título do JN
Câmara de Lisboa não vai gastar mais do que 35 milhões de euros na Jornada da Juventude
Pergunta: isso dava para construir quantas casas para jovens?
Quando foi que desistimos das necessidades básicas dos portugueses?
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Pergunta: isso dava para construir quantas casas para jovens?
Quando foi que desistimos das necessidades básicas dos portugueses?
A propósito dos recentes e infelizes acontecimentos com imigrantes, Carlos Moedas arrebitou-se contra Marcelo, que chamou a atenção para o fraseado do PSD sobre o tema, que o aproxima do Chega, arrebitou-se, dizia eu, afirmando “eu fui emigrante”, blá, blá, ”não aceito lições de ninguém nesta matéria, de ninguém”.
Este pobre emigrante, teve como árduos trabalhos fora de Portugal, entre outros, o da Goldman Sachs e o do Deutsche Bank.
Parece, portanto, que Carlos Moedas está a gozar connosco, porque o senhor presidente não foi emigrante coisa nenhuma, foi expatriado.
A diferença entre emigrantes e expatriados é tão grande que os torna quase opostos.
Emigrante todos sabemos o que é, dada a nossa experiência de décadas – vida dura, cheia de sacrifícios e humilhações, longe de casa e da família.
Já expatriado é alguém, geralmente um profissional qualificado, que vive fora do seu país, ou porque o seu empregador lhe propôs trabalhar para a empresa mas fora, sendo bem pago, ou, como foi o caso de Moedas, porque ele próprio quis uma carreira internacional e para isso se preparou academicamente, recebendo em troca um chorudo ordenado.
Moedas foi tanto emigrante como Horta Osório ou António Damásio, por exemplo - são expatriados, apenas. E bem pagos.
Vidas de emigrantes e expatriados não têm nada a ver umas com as outras.
Por isso, ouvir aquela conversa levou-me a um Moedas, que ainda conheço mal, mas que não me pareceu muito sério intelectualmente e que, ainda por cima, também não acredita lá muito na inteligência dos portugueses.

Esta "belíssima obra de arte", que me envergonha, está agora em Belém. É uma homenagem ao trabalho dos médicos durante a pandemia, foi paga pela Ordem dos Médicos e tem por autor um artista autodidata.
Tudo aqui é lamentável. O conjunto é medonho, e a Ordem dos Médicos em vez de se autoglorificar podia juntar-se com outros representantes de outros técnicos de saúde, que não ficaram atrás dos médicos com o seu trabalho e dedicação, para em conjunto fazerem alguma coisa de jeito.
Temos escultores profissionais, muitos com carreira internacional, que podiam pensar e executar uma obra digna, mas não. É tudo bacoco, triste, foleiro.
E quem é que, em meu nome, autorizou este atentado à estética com uma plantação de cabeças de 3 metros de altura em Belém? A Câmara, claro.
Um grupo de políticos poucochinhos que não se apercebe, sequer, que se deve rodear de gente que saiba pensar a cidade, só pode fazer isto: uma grande bosta, uma e outra vez. Muitas vezes. Habituemo-nos.