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Última Paragem

O blog do bicho do mato

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10
Mai24

Seremos todos chineses

Maria J. Lourinho

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Mariana Mortágua, e outros dirigentes de esquerda, andam a dizer que trabalhamos demasiados dias e horas.

Eu concordo, mas ontem encontrei um artigo no Expresso sobre trabalho na China, com o sugestivo título:

“Não sou vossa mãe, só me interessam os resultados”, diz vice-presidente da gigante chinesa Baidu aos trabalhadores

E leio a seguir:

"Qu Jing, vice-presidente da Baidu com o pelouro das relações públicas (RP), publicou vários vídeos no Douyin, uma versão chinesa do TikTok, onde ameaçou os funcionários da empresa que protestassem contra as práticas de trabalho da empresa. “Posso fazer com que fiquem desempregados e posso tornar impossível que voltem a ter trabalho nesta indústria”, afirmou. “Não sou a vossa mãe, só me interessam os resultados”, acrescentou.

A vice-presidente e diretora de RP acrescentou que precisava de empregados suficientemente dedicados para fazerem 50 dias seguidos de viagens de negócios e que não se importava se isso afetasse as suas vidas pessoais.

Qu Jing deu-se como exemplo e disse que o seu empenho era tal que nem sabia qual era o ano de escolaridade do filho. "

Fiquei a pensar que estamos mais perto de sermos todos chineses do que da verdade da Mariana Mortágua.

E que, se não nos pusermos a pau, continuaremos a caminhar tristemente para uma  "viagem de negócios" sem retorno.

Nota: no foto que inseri no post, vê-se a tal senhara Qu. Todos sabemos que as bonecas de porcelana não têm alma e se cairem ao chão e se partirem também não tem mal nenhum.

18
Ago22

Olhar para Trás, Juan Gabriel Vásquez

Maria J. Lourinho

1540-1.jpg

Eis aqui a história de Sergio Cabrera (cineasta colombiano) e da sua família, toda ela engajada com com as ideias de esquerda, desde a saída do seu avô de Espanha durante a guerra civil. Sergio e a sua irmã foram olhados pelos pais como mais uma roda da preciosa engrenagem maoista, que eles acrescentariam à revolução chinesa, sem cuidar de pensar , por um minuto sequer, que os filhos não são nossos. Todos viveram na China de Mao e foram por ela treinados, todos integraram a guerrilha colombiana e todos acabaram por a abondonar com mais ou menos mágoa, dor e revolta.

A história é contada por Juan Gabriel Vásquez, usando a voz de Sergio, real ou ficcionada.

É um bom livro e um bom documento embora, pessoalmente e em termos históricos, não me trouxesse nada de novo.

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