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Última Paragem

O blog do bicho do mato

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Última Paragem

26
Abr24

Pensamentos de ontem

Maria J. Lourinho

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Só mesmo se estivesse de cama é que eu, ontem, não teria ido à Av. da Liberdade.

Já toda a gente falou, já toda a gente viu na televisão ou nas fotos dos amigos.

O slogan que mais me "bate" na cabeça e no coração, a cada desfile do dia 25 de Abril, é:

"Somos muitos, muitos mil, para continuar Abril"

(sendo Abril, sobretudo, liberdade e democracia )

E ontem eram tantos, tantos mil...

A grande maioria desses mil e mil, não era ainda nascida em 1974, ou era criança.

Não tem memória da magia desses dias mas, se a escola pouco tem feito para a transmitir, alguém o fez; ou eles não estariam ali com aquela vibração de vida pujante.

Foi a família. Só pode ter sido a família. 

Logo, não fizemos tudo mal, como às vezes nos parece. Alguma coisa fizemos bem. E isso consola.

22
Abr24

25 de Abril I

Maria J. Lourinho

A ilustradora Marta Nunes tem deixado no Instagram algumas ilustrações deliciosas, alusivas ao 25 de Abril e seus cravos.

Daqui até esse dia, quinta-feira, que este ano ainda precisa de ser mais festejado, irei publicar algumas dessas ilustrações em jeito de celebração quotidiana.

martanunesilustra_1713798071768.jpg

26
Jul21

Otelo

Maria J. Lourinho


"Quem se quer orgulhar do papel do primeiro Otelo tem de estar preparado para admitir vergonha com o papel — por ação ou, pelo menos, por omissão — do segundo Otelo. E se é verdade que a maior parte de nós tem o luxo de afirmar, em liberdade e pela liberdade, a gratidão ao primeiro Otelo, também teremos de admitir que, para algumas pessoas — vítimas e familiares das vítimas —, a mancha que atribuem ao segundo Otelo tem um peso em sofrimento demasiado duro para as suas vidas. E quem acusa de memória seletiva aos que salientam o papel de Otelo no 25 de Abril fazendo por esquecer os anos 1980, não pode fazer discurso contra o terrorismo e a violência política em democracia nos anos 1980 branqueando o papel do terrorismo e da violência política de extrema-direita que tentou derrubar o 25 de Abril nos anos 1970."

...

Volto ao início. Quando morre alguém com um peso desproporcionado e contraditório na história, é comum dizer-se que “a história o julgará” ou que “ainda é cedo” para se fazer a história do seu papel. Mas não é para a história que é demasiado cedo; pode ser apenas para nós. A história recomeça sempre no dia seguinte. Se queremos, como eu quero, viver à altura de legados heróicos aos quais somos gratos, teremos também de saber viver assumindo as suas falhas e as suas manchas."

Rui Tavares, Público, 26 Julho 2021

26
Abr21

Um dia depois

Maria J. Lourinho

Os anos vão passando e já lá vão 47 desde Abril de 1974.

Apesar da idade, ano após ano, sinto e vejo que o 25 de Abril continua vivo no coração de muitíssimos portugueses de todas as idades.

E isso é tão aconchegante para o espírito  como deitar o corpo numa cama fofa e limpa no fim de um dia difícil e desesperançoso.

PS: Cereja em cima do bolo - cá em casa pediram-me que medisse a febre quando, ao almoço, me ouviram dizer que o Marcelo fez um excelente discurso. Mas é que fez mesmo!

Foi um dia bom. Que venham muitos. Sempre!

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